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Turquia e Brasil podem ser chave para crise iraniana

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Turquia e Brasil podem ser chave para crise iraniana

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A Turquia e o Brasil podem ser a chave para desbloquear o impasse em torno do programa nuclear do Irão.

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, está no Irão para discutir os termos do acordo. Também em Teerão está o presidente do Brasil, Lula da Silva.

O primeiro-ministro turco justificou a visita:

“Vou ao Irão para o caso de a Turquia se tornar no palco para o intercâmbio de urânio iraniano – ouvi dizer que vai ser acrescentada à proposta uma cláusula que estipula que a troca vai ser feita na Turquia. De outro modo, o ministro dos Negócios Estrangeiros teria ficado no Irão para prosseguir com as negociações.”

Parte da comunidade internacional quer que o urânio iraniano – pobremente enriquecido, mas suficiente para o fabrico de uma bomba atómica, seja levado para a França ou Rússia para ser transformado em combustível nuclear para fins civis.

O regime iraniano tem-se mostrado pouco cooperativo. Os esforços mediadores do Brasil e Turquia são bem vistos pela Agência Internacional de Energia Atómica.

Lula da Silva, além de tentar convencer Teerão a aceitar a proposta para evitar uma nova ronda de sanções, assinou vários memorandos de entendimento com o regime sobre cooperação comercial, tecnológica e a abertura de linhas de crédito directo.