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Tailândia: violência alastra após operação militar em Banguecoque

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Tailândia: violência alastra após operação militar em Banguecoque

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Os motins violentos espalham-se pela capital e pelo nordeste da Tailândia, depois do Exército ter assumido o controlo do bastião dos camisas vermelhas em Banguecoque.

As forças de segurança foram autorizadas a abrir fogo sobre os responsáveis pelas pilhagens e incêndios que se propagam depois de confrontos que fizeram pelo menos seis mortos e dezenas de feridos. Entre as vítimas mortais conta-se um fotógrafo italiano.

Vários líderes do movimento antigovernamental apelaram à dispersão dos protestos e renderam-se às autoridades, que efectuaram dezenas de detenções na operação para retomar o controlo da área de Banguecoque ocupada há semanas pelos camisas vermelhas.

Uma manifestante explica que “não esperava este resultado”. Veio “para pedir democracia” e pensou que iria “obtê-la e depois ía para casa”. Agora, diz-se disposta a “ficar mais tempo”.

Outro manifestante diz que não vai “parar de lutar, nem desistir, enquanto não houver justiça e democracia. A Tailândia continuará da mesma forma” e, assegura, os camisas vermelhas “tem muitos líderes noutras províncias”.

A operação militar em Banguecoque motivou motins nas províncias do nordeste do país, onde as autoridades decretaram o estado de emergência e um recolher obrigatório, à semelhança da capital.