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Gesto unilateral da Alemanha provoca novas divisões europeias

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Gesto unilateral da Alemanha provoca novas divisões europeias

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“Mensagem infeliz”, “balde de água fria”, “egoísmo” são as expressões que mais se ouvem a nível europeu depois do gesto unilateral da Alemanha. O governo de Angela Merkel proibiu a venda a descoberto de algumas acções e obrigações, apanhando de surpresa os mercados e os parceiros europeus e deitando por terra os esforços feitos para melhorar a coordenação europeia.

Karel Lanoo, Centro de Estudos Políticos europeus, defende: “Aquando da crise financeira em Setembro-Outubro de 2008, com a falência do banco Lehman Bothers, vários Estados membros proibiram a venda a descoberto de acções sem consultar os outros. O que vimos é que ainda não criaram uma coordenação pan-europeia. Devem ter sentido que era necessário agir depressa, mas isso indica que não há um reflexo europeu em muitas capitais. Não é apenas a Alemanha. O Reino Unido também implementou leis que se aplicam aos bancos europeus sem consultar os parceiros”.

Seguir ou não o passo alemão… a questão é colocada agora em Bruxelas.

As divisões entre os Vinte e Sete são profundas e as instituições europeias tentam limitar os danos, quer nas relações entre Estados membros quer para o euro e a sua estabilidade.

Para já a Comissão Europeia pediu um estudo para saber se a proibição da venda a descoberto deve ser alargada a toda a União.

A decisão alemã vai dominar a reunião do Ecofin esta sexta-feira, depois de Berlim ter evitado tocar no assunto no encontro de terça. Terão interesse em resolver o problema de coordenação, pois os especialistas avisam: “o euro estará em perigo sem uma governação ordenada”.