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Plano de austeridade orçamental romeno leva protestos à rua

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Plano de austeridade orçamental romeno leva protestos à rua

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As manifestações não têm fim à vista na Roménia. O plano de austeridade financeira imposto pelo Governo de Iacob Boc para respeitar as exigências do Fundo Monetário Internacional despertou protestos por todo o país, um reflexo do que se passa em muitas outras nações europeias.

Esta quarta-feira, eram 50 mil as pessoas no centro da capital – Bucareste – para protestar.

“Sou reformada, trabalhei quarenta anos e agora querem reduzir em 15 por cento a minha pensão. Como vou viver?”, perguntava esta romena.

As greves prometem muita aderência. Uma paralisação geral está anunciada para o final deste mês, um dia antes do voto, pelo parlamento, do plano de austeridade. O primeiro-ministro Iacob Boc está na mira de todos os sindicatos.

À euronews, em entrevista, o representante do FMI para a Roménia afirmou que as reduções anunciadas são uma decisão unilateral do Executivo:

“Trata-se de uma decisão governamental de concentrar as reduções nas despesas. O Executivo crê que se descontrolaram nos últimos anos e a melhor forma de atacar o défice orçamental é cortar nas despesas. Foi essa a decisão.”

Uma decisão que pode sair cara ao governo, já que nas últimas semanas os protestos multiplicaram-se.

O salário mínimo na Roménia ronda os 140 euros por mês, o mais baixo da União Europeia. E para acertar as contas públicas, o défice não pode ultrapassar os 6.8 por cento. A dívida pública do país e de 36 por cento.