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Haiti recomeça a andar

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Haiti recomeça a andar

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O repórter, desta semana, segue os passos da ONG Handicap Internacional no haiti. O trabalho de ajuda às vítimas e recuperação dos amputados é muito, mas reconfortante.
O contributo da Handicap na localização de desaparecidos também está a contribuir para o optimismo da população.

2.00 reporter: Haiti restarts walking

2.08 Haiti, intro Islande Lapeine

Ser esteticista, trabalhar num desses salões de beleza que há por todo o lado no Havai, era o sonho de Islande Lapeine. Antes do sismo de 12 de janeiro, ela estava a ter formação.

As paredes da casa cairam-lhe em cima e sofreu uma fractura. No hospital, como não era prioritária, deixaram-na à espera. Depois de uma semana de espera era demasiado tarde, e teve de se amputar.

2.33 centre d’apareillage

Agora é preciso reaprender a andar e a adaptar-se â prótese. Em muitos casos à regei4ão ou calosidades que crescem e obrigam a nova amputa4ão.

Mas no caso de islande há optimismo.

A equipa da Handicap International, no terreno não sofreu baixas durante o sismo.

Em Fevereiro já tinha começado a produzir próteses .

3.09 graphique mondial (HI, séismes depuis 2000)

Esta ONG especializou-se em situações de sismo – o gráfico mostra as intervenções de urgência mais recentes. Mas depois dos aparelhos há todo um trabalho terapêutico de vários anos .

3.23 atélier d’appareillage (intro Myriam)

Com Myriam o pesadelo também começou com uma fractura. Depois de uma primeira operação que não resultou, uma infecção devastou a ferida. Alguns dias mais tarde, foi preciso amputar. Myriam tinha arriscado a vida pelo filho:

3.37 sot mulher

“Não queria que o meu filho ficasse ferido e tentei suportar o choque por ele, não ia conseguir apanhar esse choque, porque se o bloco lhe caisse na cabeça ele estaria morto. Assim foi melhor que o bloco estivesse sobre o meu pé do que deixar cai-lo para a cabeça do meu filho”.

3.54 atélier d’apareillage (avec Myriam)

Até agora, a sociedade haitiana era impiedosa para os deficientes, a que chamava “kokobés”, ou seja, que não serevm para nada. As coisas come4am a mudar.

4.09 sot mulher

“O facto de ser amputada não vai mudar em nada a minha vida. A vida continua. Aceito-me como sou.”

4.21 graphique (HI, Haiti)

A Handicap International emprega 450 pessoas no Haiti: fisioterapeutas, técnicos para produzir os aparelhos, ergoterautas, psicólogos.

4.31 centre d’apareillage (deuxième séance d’Islande)

No centro de recuperação está Islande, a jovem de 19 anos. É preciso viver e ela quer viver. Trabalhar para o próprio futuro.

Este centro de Port-au-Price pretende produzir 300 e 400 próteses e uma centena aparelhos de ferro, roupa compressiva e coletes nos próximos seis meses.

Até ao fim de Abril, 70 pessoas como islande já receberam a prótese temporária.

4.53 sot Homem

“Quanto mais depressa a pessoa estiver equipada, mais depressa se podem adaptar os cotos. E também tudo o que tem a ver com aparelhar a pessoa para ter esta prótese adaptada ao coto, ou seja, a pessoa pode ter uma visão de si própria, já positiva a nível de auto-estima, o que é muito benéfico”.

5.19 centre d’apareillage (avec Islande)

Islande vai precisar de paciência, de muitas sessões de fisioterapia e de uma vontade de ferro para vencer as dores do membro fantasma. Depois, são precisos meses até poder colocar um aparelho mais estético e definitivo que a handicap ainda vai fazer com pessoal haitiano que está a formar.

5.42 sot mulher

“Não consigo apoiar-me muito na prótese. Mas não tenho medo. Agora tenho a possibilidade de reviver a minha vida como antes, como toda a gente”.

5.51 Islande (rue, bequilles, taxi collectif)

Os milhares de amputados haitianos talvez tenham sofrido a demora provocada pela confusão na afluência de diferentes equipas internacionais de socorro. O secretário de Estado haitiano para a Integração de Pessoas com Deficiência não é muito claro no seu comentário:

6.12 sot homem

“Há quem diga que podíamos não ter tantos amputados: 5000 é muito. Há quem diga que se podia ter evitado…mas eu, pessoalmente, como secretário de Estado. não quero entrar nesta polémica. “

6.34

O secretário de Estado sublinha os esforços em curso: um projecto-lei sobre a integração das pessoas com deficiência, em elaboração desde 2008. O Estado vai ter responsabilidades acrescidas no realojamento e na distribuição de bens essenciais.

—- CHAPTER TWO (“lost and found”)

6.58 Mother of Saïda (crying inmidst rubbles)

O tremor de terra provocou a separação de muitos pais e filhos, irmãos e irmas. Meses depois ainda continuam a ser alteradas as listas de nomes dos que se procuram. Num dos casos com sorte, a menina que fugiu de uma escola em ruinas e foi levada para um hospital está de ovo com a mãe – que não coube no carro com a filha e outros feridos.

7.17 sot mulher

“As pedras caiam de todo o lado. Não parávam de cair. Implorei a Jesus pela minha filha….”

(SOME UPSOUND PLEASE)

..Todos perguntavam por Saïda. não sabia dela….”

7.42 Saïda’s mother with Red Cross (list)

A Mãe, em desesperopediu ajuda à Cruz vermelha.

7.55 sot mulher

“Um dia, a mãe de Saïda veio ver-nos. Prcurava a filha. Iniciámos os procedimentos e começamos a procurar Saida. .”

8.15 searching for Saïda (radio station)

O nome de Saïda foi divulgado diariamente em quatro estações de rádio de Port-au-Prince.

A Cruz Vermelha investigou tambem a possibilidade de uma evacuação médica para o estrangeiro.
No fim, o nome de Saïda foi encontrado numa lista de crianças evacuadas para Guadalupe .

8.34 “retrouvailles”, Saida (in pix at 8.38”)

Mais de três meses depois do sismo a menina de 9 anos regressou aos braços da Mãe.
O reencontro resultou do esforço conjunto de diferentes organizações internacional.

Saida lembra bem a experiência da escola….

8.55 sot menina

“Quando me encontraram eu tinha dois cadáveres em cima. Um sobre a perna e outro sobre a cabeça. .”

9.09 plan de coupe

NO TALK

9.13 sot menina

“Quando cheguei a casa, a minha mãe fez-me de comer. Disse-lhe o que sentia…e ela organizou-me uma festa .”

9.31 chemin d‘école, marché (Saïda)

Uma semana depois do regresso, Saïda ja fazia projectos. Estava tão ansiosa para ir para a escola e, um dia, formar-se em medicina.

Milhares de mães haitianas perderam os seus filhos na sequência do terramoto.

9.45 école (Saïda)

9.57 générique fin
10.00 fin/end