Última hora

Última hora

"Hors-la-Loi" reabre feridas sobre o passado colonial francês

Em leitura:

"Hors-la-Loi" reabre feridas sobre o passado colonial francês

Tamanho do texto Aa Aa

A luta pela independência da Argélia regressou ao Festival de Cannes com o filme “Hors-la-Loi”, de Rachid Bouchareb. A mesma equipa premiada há quatro anos voltou a pisar o tapete vermelho.

A segurança foi reforçada devido a uma manifestação de mais de mil pessoas contra o filme. Como prometido, foi organizado um desfile com antigos combatentes e deputados para homenagear as vítimas francesas da Guerra da Argélia. O silêncio imperou sobre as milhares de vítimas argelinas.

“O filme uma vergonha para a França e também para os antigos combatentes. Se quiserem fazer o filme, que o façam no país deles e não em França”, afirmou um antigo combatente.

Rachid Bouchareb, francês de origem argelina, volta a abrir as feridas históricas da colonização francesa, cinco décadas depois da independência da Argélia.

“Eu faço cinema. Se os historiadores, o público e os políticos têm vontade de resolver o problema, que o façam, para que viremos definitivamente uma página e com serenidade”, afirmou o realizador, em conferência de imprensa.

“Hors-la-Loi” mostra a história de três irmãos, expulsos quando crianças de casa pelos colonizadores franceses. Três destinos que se encontram na luta pela independência da Argélia.