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Vaticano prudente sobre a primeira célula viva com genoma sintético

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Vaticano prudente sobre a primeira célula viva com genoma sintético

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A criação da primeira célula viva com genoma sintético está a ser seguida com aplausos e reticências. O Vaticano reage com prudência e não se opõe, pelo menos, para já.

A posição oficial da Igreja é que apenas Deus pode criar a vida. Mas o autor da descoberta, Craig Venter, defende que o Homem pode criar organismos artificiais, com mais funções do que as que lhe foram atribuídas pela natureza.

Para o monsenhor Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida e máxima autoridade sobre bioética do Vaticano, trata-se de “uma grande descoberta e não há objecção da Igreja. Para já, é uma investigação apenas teórica. Por isso, enquanto não se conhecerem as aplicações práticas não se pode fazer um julgamento ético”.

A descoberta pode ser usada na produção de vacinas e de ingredientes alimentares, na criação de combustíveis e na concepção de algas para absorver dióxido de carbono. Mas é preciso tempo, explica um professor de patologia molecular na Universidade de Roma, Sergio Nasi.

“Não se pode esperar que, depois de uma descoberta assim, haja moléculas no mercado no dia seguinte. Isso vai acontecer, mas é preciso tempo e mais investigação”, diz Sergio Nasi.

O avanço foi visto como um passo importante na história da ciência. Mais uma conquista para Craig Venter, que há dez anos apresentou o Mapa do Genoma Humano.