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EUA: BP vai tentar fechar poço na origem da maré negra

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EUA: BP vai tentar fechar poço na origem da maré negra

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Frustração e desespero…Trinta e três dias depois da explosão da plataforma petrolífera da BP, a Lusiana vive um pesadelo. O petróleo continua a ser derramado no mar e a maré negra já atingiu mais de uma centena de quilómetros de costa e mais de 12 hectares de pântanos. Os cientistas avisam que mancha pode mesmo atingir a Florida ou Cuba, mas na Luisiana é certo: o crude alastra, obrigando a fechar as áreas de pesca umas após as outras.

Keith Tipper, pescador de recreio, conta: “Incomoda-nos muito, porque temos de navegar para zonas cada vez mais distantes. Temos de percorrer 60, 70 milhas para passar a área onde a pesca está proibida. Está a criar-nos um problema porque as áreas de pesca estão a fechar”.

Cerca de cinco mil barris de petróleo são derramados todos os dias e a BP reconhece que a quantidade recolhida tem vindo a diminuir. A companhia está sob forte pressão de Washington e nas próximas horas deverá começar uma nova tentativa para fechar a fuga. Desta vez vai tentar injectar uma espécie de cimento para fechar o poço.

Doug Suttles, director das operações da empresa, faz um mea culpa: “Partilhamos a frustração da administração. Quero acabar com a fuga. Tal como as pessoas que vivem na zona. Estou a fazer o possível e não sei que mais poderíamos fazer. Recebemos ajuda, o governo acompanha diariamente o que fazemos e enviou-nos peritos. Há um grande sentimento de frustração por ainda não termos sido capazes de pôr fim a tudo isto”.

As operações de limpeza já custaram mais de 760 milhões de dólares. A BP recebeu mais de 23 mil queixas, nove pedidos de indemnização e o governador da Luisiana, Bobby Jindal, não esconde a sua raiva: “Não estaremos salvos antes que fechem a fuga, que retirem todo o petróleo da água e que reponham os nossos pântanos, a nossa pesca e os nossos estuários no estado em que se encontravam”.

Segundo os peritos, apenas um ínfima parte do petróleo será recuperada. Para impedir males maiores, começaram a ser usados diluentes para transformar o crude em pequenas partículas, para impedir que destrua ainda mais pântanos onde a limpeza é impossível.