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Bruxelas quer aumentar para 30% a redução das emissões poluentes

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Bruxelas quer aumentar para 30% a redução das emissões poluentes

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Mesmo nas energias renováveis, os ventos não correm de feição para a União Europeia. A concorrência chinesa e americana ameaça a liderança europeia do sector. Perda de empregos, deslocalizações…as consequências económicas são o argumento usado pela Comissão Europeia para pressionar os Estados membros a aceitarem aumentar para 30% a redução das emissões poluentes na próxima década, como propõe Connie Hedegaard.

A comissária europeia para o Clima afirma: “Não podem imaginar a velocidade à qual as coisas estão a mudar na China, quer se fale de construção civil, de vias ferroviárias, de telemóveis, qualquer que seja a área, eles estão a desenvolvê-la a uma velocidade surreal e, isso aplica-se também à ‘indústria verde’. Não há dúvidas de que Pequim compreendeu que se trata do negócio do século XXI e, a propósito, isto aplica-se também a países como Coreia e Brasil”.

Bruxelas fez as contas… proporcionalmente, o investimento para reduzir 30% das emissões é muito inferior ao necessário para atingir o objectivo dos 20 por cento.

A proposta da Comissão vai estar na mesa da cimeira europeia de 17 de Junho. Connie Hedegaard reconhece: “Caberá aos políticos europeus, aos Estados membros, ao Conselho Europeu decidirem se se avança para 30 por cento”.

Mas França e Alemanha são contra a proposta de Bruxelas. Consideram que em tempos de crise é preciso fixar prioridades e a prioridade é a crise do euro. Paris e Berlim contam com o apoio dos industriais europeus.