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Euro ameaça exportações das grandes economias

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Euro ameaça exportações das grandes economias

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O euro caiu esta semana para o nível mais baixo dos últimos quatro anos, ao negociar a cerca de 1,22 dólares.

A tendência beneficia as exportações de alguns países da zona euro, como a Alemanha e Portugal, e dá um impulso ao crescimento económico europeu. Em contrapartida pode prejudicar o comércio de outras economias como as dos Estados Unidos e da China.

“A economia global precisa de um reequilíbrio no que diz respeito às taxas de câmbio, não só o euro que foi sobrevalorizado durante algum tempo, mas também a moeda chinesa, que tem sido subvalorizada e continua a ser”, diz Pier Carlo Padoan, economista chefe da OCDE.

A queda do euro impede que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, possa cumprir uma das promessas da campanha eleitoral: duplicar as exportações até ao final do mandato.

Até porque, os Estados Unidos já estão a ser penalizados com o baixo valor do yuan chinês, indexado ao dólar desde meados de 2008.

A queda do euro levou a China a adiar a reavaliação do yuan contra o dólar. Pequim quer proteger as já baixas margens de exportações para a zona euro.

Uma reapreciação do yuan nesta altura é improvável, principalmente por causa dos receios de Pequim, de que a debilidade do euro tenha um impacto negativo na competitividade das suas empresas. Actualmente, 20 por cento dos produtos chineses têm como destino o mercado europeu.