Última hora

Última hora

Fim da maré negra: Optimismo prudente

Em leitura:

Fim da maré negra: Optimismo prudente

Tamanho do texto Aa Aa

Optimismo sim, mas sem clamar vitória. É assim que o comandante da guarda-costeira norte-americana encara o fim eventual da fuga de petróleo que há mais de um mês tem estado a provocar a maior maré negra da história. O almirante Thad Allen afirma que o petróleo deixou de jorrar, mas o poço da Deepwater Horizon ainda não está cimentado.

Já durante a manhã, a BP dava conta de que era lama que saía do poço e não crude. Para já, a petrolífera diz apenas que “a operação continua”. A BP tem estado a injectar uma mistura de água, matérias sólidas e barita no poço. A fase seguinte é a cimentação.

Barack Obama, que é aguardado na Luisiana esta sexta-feira, decidiu prolongar por mais seis meses, a interdição de novos poços de petróleo no mar, e não abre mão das exigências ambientais: “Não vamos descansar enquanto o poço não estiver encerrado, os danos ambientais reparados e a limpeza terminada.”

A BP é cada vez mais criticada. Segundo o New York Times, que teve acesso a documentos da comissão de inquérito, a petrolífera terá instalado um tipo de tubagem mais barata, apesar de saber que corria o risco de fugas de petróleo. Terá sido um excesso de pressão nesses tubos que provocou a explosão, no passado dia 20 de Abril.

A BP garante que vai pagar toda a limpeza da costa. Mas o dinheiro não paga o tempo de que a natureza precisa para recuperar da catástrofe.