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Funcionários públicos espanhóis são os mais sacrificados

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Funcionários públicos espanhóis são os mais sacrificados

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A maior parte da factura deste apertar do cinto em Espanha vai ser paga pelos funcionários públicos. Os salários vão baixar uma média de 5%. Os ministros são os primeiros a dar o exemplo, com uma redução de 15%. Para o ano, os salários são congelados. O sector vai ainda sofrer um corte de 13.000 funcionários.

Os congelamentos vão também afectar as pensões. No próximo ano, só os escalões mais baixos vão ser revalorizados.

O incentivo à natalidade, conhecido como “cheque bebé”, vai também desaparecer. O Estado pagava até agora 2500 euros às mães por cada recém-nascido.

O Estado prevê poupar, com estas medidas, um total de 15 mil milhões de euros – cinco mil milhões este ano e os outros 10 mil milhões em 2011. O objectivo é fazer uma drástica redução do défice orçamental, dos 11,2% para os 9,3% do PIB este ano e baixar até aos 3% em 2013.

Os analistas pedem uma acção mais forte: “Se todos os países estão a operar uma contracção fiscal, isso causa uma dupla depressão na Zona Euro, por isso há outras coisas que têm de ser feitas, além do plano de austeridade. Só a austeridade não chega”, diz Nouriel Roubini, professor na Universidade de Nova Iorque.

As medidas prometem aumentar as tensões sociais, numa altura em que o país é já o campeão europeu do desemprego. Um em cada cinco espanhóis não tem trabalho.

O próprio Zapatero admitiu que o pacote anunciado agora iria ter um impacto social e iria cortar o crescimento económico em alguns décimos percentuais.

O governo quer também aumentar os impostos sobre os mais ricos. Mais do que uma medida para subir as receitas, esta decisão é uma tentativa de aliviar as tensões sociais e tornar o plano de austeridade mais aceitável para a população.