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Suicídios no fornecedor chinês do iPhone começam a inquietar

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Suicídios no fornecedor chinês do iPhone começam a inquietar

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Porquê? É a pergunta que os familiares de Ma Xiangqian se colocam. O jovem, de 23 anos, é a mais recente vítima mortal da onda de suicídio que atinge a Foxconn.

Familiares das vítimas e mesmo clientes do maior produtor mundial de componentes electrónicos querem saber se são as práticas de gestão da empresa que levaram 11 empregados a suicidar-se, no último ano.

O sociólogo Hu Douxing, do Instituto de Technologia de Pequim explica que “a Foxconn, a autarquia de Shenzhen e o departamento do trabalho negam quais responsabilidades. Para eles, estes 11 suicídios consecutivos devem-se apenas a problemas psicológicos, mentais ou apenas individuais.”

Alguns trabalhadores denunciam que a Foxconn os obrigou a assinar um documento em como as famílias não serão indemnizadas, em caso de suicídio. Outros defendem a empresa “os trata relativamente bem e até organiza regularmente actividades.”

Em Julho, o primeiro caso de suicídio tinha feito as manchetes dos jornais. Tratou-se de um empregado, que perdeu um protótipo do iPhone da Apple e foi alvo de um inquérito interno “humilhante”.