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Maré negra: O pesadelo dos pescadores

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Maré negra: O pesadelo dos pescadores

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No Luisiana, o mar era sinónimo de riqueza, hoje, de miséria. Cerca de 140 mil quilómetros quadrados do espaço marítimo do Golfo do México estão fechados. Os pescadores não podem pescar, a doca já não tem clientes e não há turistas à vista.
A maré negra paralisou a economia de Grand Isle.

Danny Wray, pescador, conta: “Parte desta história é que todas as pessoas perderam o emprego. Não sei, mas parece ser a última coisa na lista quando as pessoas falam do que se deve fazer. Bem, tínhamos de pôr fim à fuga, mas o método do desenrasca usado pela BP não dá garantias às pessoas de que possam pagar as suas contas e está a causar uma grande angústia mental”.

Jeff Brumfield é guia de pesca, mas também não tem trabalho: “Não tenho qualquer negócio. Olhe para a marina. Nesta época do ano, deveria haver um barco em cada um dos pilares, mas o negócio não está aqui. Não podem pescar, eles obrigaram-nos a fechar, por isso, venha, sente-se e beba um café”.

Até à maré negra, a pesca e o turismo no Luisiana representavam 2,4 mil milhões de dólares por ano. Hoje, pescadores e peixeiros estão no desemprego. Além disso, quem participa nas operações de limpeza começa a apresentar problemas de saúde.