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Greve na Honda pode prolongar-se

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Greve na Honda pode prolongar-se

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As fábricas da Honda na China devem regressar ao trabalho esta terça-feira, mas ainda não completamente – prevê-se que pelo menos numa fábrica o trabalho continue parado.
 
Os empregados começaram há uma semana uma greve por tempo indeterminado, o que obrigou a Honda a fechar quatro fábricas chinesas.
 
Os trabalhadores pedem melhores salários e condições de trabalho: “Nunca fazemos horas extraordinárias, o que faz com que o salário seja muito baixo. Há dois anos que trabalho aqui, o meu salário-base é de 700 yuan e ganho, ao todo, 1200 yuan”, diz uma operária.
  
1200 yuan, ou seja, 140 euros por mês - um salário muito baixo que os operários querem ver aumentado para quase o dobro.
 
Além dos trabalhadores do quadro, as fábricas da Honda na China empregam muitos estagiários, que são pagos muito abaixo da média. Alguns trabalhadores foram despedidos depois de terem recusado aumentos de pouco mais de um euro por mês.
 
As paragens nas fábricas chinesas estão a causar à Honda uma quebra na produção na ordem dos 3000 carros por dia.