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Conheça a primeira Capital Verde da Europa

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Conheça a primeira Capital Verde da Europa

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Estocolmo foi eleita a primeira Capital Verde da Europa. Na base da escolha, o facto de a cidade ser considerada um modelo de gestão ambiental, pelas medidas tomadas contra a poluição atmosférica, o tráfego e as emissões de gases com efeito de estufa.

Nos últimos 20 anos, as emissões de carbono diminuíram 25% por habitante e a cidade ambiciona deixar de utilizar combustíveis fósseis em 2050.

“Hoje, 80% dos nossos apartamentos estão ligados ao sistema de aquecimento do bairro e 83% da produção energética deste sistema tem origem em combustíveis não fósseis. O próximo objectivo é descer para três toneladas de emissões de dióxido de carbono por habitante em 2015. Agora, estamos em 3,4 toneladas, o que é bastante bom numa perspectiva europeia e, globalmente, muito bom se comparado com os Estados Unidos”, sublinha Gunnar Soderholm da Administração Ambiental e da Saúde.

Estocolmo aposta no transporte sustentável e na mobilidade. Um imposto de congestionamento fez baixar o tráfego em 20% no espaço de quatro anos. O transporte ferroviário é alimentado por electricidade renovável proveniente da força do vento e da água. Mais de 750 quilómetros de ciclovias fizeram duplicar o número de ciclistas.

“50% das viagens em transportes públicos são subterrâneas. Até 50% dos autocarros são alimentados por combustíveis não fósseis. No ano passado, cerca de 79% das entradas e saídas do centro da cidade utilizaram transportes públicos”, revela Soderholm.

O bairro de Hammarby Sjöstad gere e reutiliza os desperdícios, a água e os esgotos, de forma a responder a parte das necessidades energéticas dos habitantes. Um modelo utilizado em toda a cidade, mas levado mais longe neste bairro.

“Hammarby Sjöstad não é de nenhum modo auto-subsistente, mas estabeleceu o objectivo de que 50% da energia que as pessoas usam aqui deve vir delas mesmas, como por exemplo, das águas residuais. Usamos as águas residuais tratadas para aquecer as casas”, explica Malena Karlsson do Centro de Informação.

As pessoas que vêm viver para este bairro não têm de ter à partida consciência ambiental. As casas facilitam-lhe a tarefa, oferecendo bom isolamento e mecanismos de poupança de água para autoclismos e chuveiros. Os habitantes vivem de forma mais ecológica, sem grandes esforços.

“Isto leva as pessoas a pensarem mais na forma como usam as coisas e isso não acontecia nos bairros anteriores. Portanto, é bom”, afirma a habitante Maria Billinger.

Neste bairro de Estocolmo, os habitantes separam e colocam o lixo em diferentes contentores. Depois, os desperdícios são aspirados e propulsionados, a vinte metros por segundo, para um mini-centro. Todos os dias, são tratadas cinco toneladas de lixo.

“O lixo é sugado através de condutas subterrâneas para uma estação de recolha que fica a dois quilómetros deste local. Os jornais são reciclados, os resíduos alimentares transformam-se em fertilizantes ou biogás e os resíduos incineráveis produzem energia, por exemplo, para aquecer o bairro”, diz o engenheiro Carl Johan Mawe.

Estocolmo tem uma longa tradição no que respeita a esforços ambientais. Uma estratégia baseada na cooperação entre indústria, comércio, Governo e cidadãos.