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VIII Conferência de Investimento Mundial


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VIII Conferência de Investimento Mundial

O jogo económico mundial está a mudar e a Europa tem de adaptar-se. Esta é a constatação da Conferência de Investimento Mundial, a decorrer em La Baule, na costa francesa.

A crise redistribuiu as cartas, com as grandes economias emergentes a investirem cada vez mais na Europa.

Os investimentos directos chineses aumentaram 30% no ano passado, tornando-se a terceira fonte de criação de empregos.

“Os empresários destes novos países, destas novas economias vêm para a Europa, para encontrar tecnologia, sofisticação para os seus produtos, talvez para adquirir marcas, novas competências que não tinham nos seus países”, diz Marc Lhermitte, autor do relatório sobre a actividade da Europa.

A desvalorização do euro face ao dólar, e, como tal, face ao yuan, pode acentuar essa tendência. Mas isso não chega para consolar os empresários chineses, que temem pela competitividade das suas exportações.

“Um importante patrão chinês perguntou-me se eu não achava que a taxa apropriada face ao dólar era 1,30? Eu respondi-lhe que não, que 1,20 seria mais equilibrada, mas que nunca se esquecesse dos 0,80 de 2001. Ele não gostou…”, conta Pierre Guénant, co-presidente da Europe+, fundação organizadora do fórum.

Já os exportadores europeus esfregam as mãos… “É bom para a Airbus, mas acho que o euro nos 1,20 dólares é justo. Lembre-se de quando começámos com o euro. Estava a 1,18. Portanto, agora estamos perto de um regresso às origens”, lembra o presidente da Airbus, Thomas Enders.

Em La Baule, os europeus esperam que um euro mais fraco ajude a enraízar o crescimento, a chave para atrair investimentos de longo prazo.

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