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Sindicatos europeus ameaçam Barroso com um "Outono quente" em termos sociais

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Sindicatos europeus ameaçam Barroso com um "Outono quente" em termos sociais

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“Vamos manter a pressão porque não queremos um Inverno difícil para os desempregados”, disse John Monks, secretário-geral da Confederação dos Sindicatos europeus, ao presidente da Comissão Europeia. O aviso está feito e Durão Barroso não o pode ignorar, após uma reunião tensa com representantes sindicais e patronais europeus.

Os sindicatos estão preocupados com o crescimento e as consequências sociais das medidas de austeridade e ameaçam com um Outono agitado. “O período chave será no início do Outono e no Inverno, quando as pessoas se aperceberem dos verdadeiros cortes nos salários, nos empregos e nas pensões. É nessa altura que as coisas podem aquecer”, garante John Monks.

Seis países europeus, entre eles Portugal, apresentaram planos de austeridade. Os trabalhadores acabam por ser vítimas da crise e dos planos. Um barril de pólvora pronto a explodir, dizem os sindicatos, que já convocaram uma mobilização europeia para 29 de Setembro.

Já o patronato europeu pede contenção, para não afectar a retoma económica. Philippe De Buck, director geral da organização patronal Business Europe, defende: “Temos de reconstruir a confiança, numa altura em que o diálogo social é mais importante do que nunca, mas contamos com a responsabilidade dos parceiros sociais para evitar uma onda de agitação social”.

Para os sindicatos, a Europa tem de mudar de política. Propuseram ao presidente da Comissão Europeia que em vez de cortes sociais, os governos reduzam os orçamentos da defesa ou aumentem os impostos do sector financeiro, que esse é o verdadeiro culpado.