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Israel afasta proposta de inquérito internacional

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Israel afasta proposta de inquérito internacional

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Israel vai rejeitar uma comissão de inquérito internacional sobre o que se passou na abordagem ao navio turco da Frota da Liberdade. O anúncio foi feito pelo embaixador de Israel nos Estados Unidos.

Este sábado, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, propôs ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, um painel com investigadores israelitas, turcos e norte-americanos para analisar a operação militar que deixou nove mortos na passada segunda-feira.

Netanyahu reúne-se hoje com os ministros. Um deles já declarou que “Israel pode investigar o que aconteceu e não precisa de ajuda internacional”.

Um activista indonésio, que estava a bordo do navio turco atacado, foi hoje transferido para a Jordânia. Com ele seguiram seis cidadãos malaios e um cubano, que ontem tentaram quebrar novamente o bloqueio à Faixa de Gaza através do navio Rachel Corrie.

Um deles declarou aos jornalistas: “Agora, o mundo sabe que não podemos enviar ajuda para Gaza. Falhámos essa missão. Agora queremos que as pessoas do mundo inteiro se levantem e digam. Parem o bloqueio!”

Os outros activistas serão deportados nas próximas horas. É o caso de Mairead Maguire, Prémio Nobel da Paz em 1976 e acérrima defensora da causa palestiniana. Foram levados para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Telavive.

O movimento que organizou a frota humanitária anunciou, entretanto, uma nova tentativa para furar o bloqueio à Faixa de Gaza, nos próximos dois meses.

Fonte próxima do aiatola Ali Khamenei revelou hoje que o Irão está disposto a escoltar os navios humanitários.