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Israel deverá investigar ataque contra frota humanitária em Gaza

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Israel deverá investigar ataque contra frota humanitária em Gaza

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Dezenas de milhares de pessoas desceram ontem às ruas das principais capitais da Europa, mas também em Telavive e Ancara, para protestar contra o ataque israelita, de há seis dias, a uma frota de navios humanitários em Gaza.

A operação, que provocou a morte de nove activistas turcos, feriu pelo menos 48 pessoas. Seis militantes permanecem ainda desaparecidos.

As manifestações ocorrem num momento em que a comunidade internacional continua a pressionar Israel para abrir um inquérito à operação de abordagem do navio Mavi Marmara, em águas internacionais.

Segundo a imprensa israelita, o ministro da Defesa Ehud Barack estará de acordo com a investigação desde que não inclua os oficiais e soldados do exército envolvidos no ataque.

As mesmas fontes afirmam que o Secretário-Geral da ONU terá proposto a criação de uma comissão de inquérito internacional, chefiada pelo perito em direito marítimo e antigo primeiro-ministro da Nova Zelândia, Geoffrey Palmer.

Os protestos de ontem, que reuniram milhares de pessoas em Istambul, ocorrem depois do governo israelita ter afirmado que não vai apresentar desculpas à Turquia pela morte dos activistas.

Em Telavive, milhares de pessoas participaram numa marcha de protesto sob o slogan, “Israel está a afogar-se”.

No dia em que se assinalou o 43o aniversário da ocupação israelita da Cisjordânia, os manifestantes exigiam também o fim do bloqueio militar à faixa de Gaza.

Negociadores israelitas e norte-americanos vão voltar a reunir-se este Domingo para debater soluções ao bloqueio.

Israel rejeita para já o envio de forças internacionais para Gaza para supervisionar a entrada de ajuda humanitária no território.