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Eurozona: Fundo de emergência e mais rigor

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Eurozona: Fundo de emergência e mais rigor

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A zona euro definiu finalmente o Fundo de Emergência de que tanto se tem falado.
 
Reunidos no Luxemburgo, esta segunda-feira, os ministros das Finanças do eurogrupo aprovaram o mecanismo de apoio aos países da moeda única confrontados com dificuldades financeiras.
 
O Fundo é constituído por 440 mil milhões de euros de garantias de empréstimos para ajudar os estados que, como a Grécia, ficam impossibilitados de garantir dinheiro nos mercados financeiros.
 
O tempo urge para tranquilizar os mercados e acalmar a pressão sobre o euro que não vale agora mais do que 1 dólar e 19 cêntimos, a pior cotação dos últimos quatro anos.
 
Mas tão importante como dispor de um fundo para as crises graves, é o controlo das contas da eurozona. Os ministros acordaram num conjunto de propostas para endurecer a disciplina orçamental.
 
As sanções para as derrapagens do défice podem agora ser accionadas antes mesmo do límite dos 3% fixados no Pacto de Estabilidade, quando um país não toma as medidas necessárias para controlar a dívida pública.
 
O presidente da União,  Herman Van Rompuy, usou a metáfora dos semáforos para explicar: “Se os alertas forem negligenciados e a divida crescer rapidamente, até agora havia um sinal vermelho acima dos três por cento, agora todos podem te problemas se passarem o sinal laranja”.
 
As medidas não foram ainda definidas, mas a intenção é vigiar não só os défices anuais, mas também a dívida global dos países que não deverá, por princípio, ultrapassar os 60% do PIB.