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Contagem decrescente nas eleições holandesas

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Contagem decrescente nas eleições holandesas

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O suspense vai durar mais um pouco. Mark Rutte vai ter de esperar mais algumas horas para saber se vai ser o próximo primeiro-ministro holandês, como indicam as sondagens.

Estas são as primeiras eleições legislativas realizadas num país da zona euro desde o início da crise e a economia marcou a campanha. Os liberais do VVD de Rutte prometem poupar 20 mil milhões de euros de despesas públicas, até 2015.

Um verdadeiro “electrochoque que pode provocar a paralisia”, criticou Job Cohen. O trabalhista e antigo edil de Amesterdão, segundo das sondagens, é mais moderado: promete a redução da despesa pública em 10 mil milhões de euros, uma aposta forte na educação e maiores impostos para os rendimentos mais elevados.

Os populistas do PVV de Geert Wilders basearam a campanha na luta contra a imigração vinda de países islâmicos e poderão mesmo duplicar o número de assentos no parlamento e ter assim um lugar na próxima coligação governamental – já que nenhum dos 18 partidos em liça deverá alcançar a maioria absoluta.

Os cristãos-democratas do CDA, o partido do primeiro-ministro cessante, Jan Peter Balkenende, não deverão ir além do terceiro lugar. A coligação no poder, desde 2007, que reunia cristãos-democratas, trabalhistas e o pequeno partido cristão ChristeUnie, caiu em Fevereiro último, por causa de desacordos sobre a manutenção das tropas holandesas no Afeganistão.

Hoje, cerca de 12 milhões de eleitores são chamados a escolher, em eleições antecipadas, os 150 deputados da câmara baixa do parlamento. O escrutínio decorre até às 21h00 locais, 20h00 em Lisboa.