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Holanda: Liberais e trabalhistas empatados, extrema-direita em terceiro

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Holanda: Liberais e trabalhistas empatados, extrema-direita em terceiro

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Na sede de campanha dos liberais holandeses, a alegria não é desmedida. Esperavam o primeiro lugar, mas segundo as projecções destas legislativas, o partido de Mark Rutte está no primeiro lugar, sim, mas empatado com os trabalhistas. Os dois partidos terão arrebatado, cada um, 31 dos 150 assentos parlamentares.
 
A outra grande surpresa da noite é a ascensão da extrema-direita ao terceiro lugar, com 22 assentos, mais um do que o partido do primeiro-ministro cessante Jan Peter Balkenende, que perde 20.
 
O partido xenófobo de Geert Wilders foi o único a focar a campanha na luta contra a imigração vinda dos países muçulmanos. Uma receita que terá catapultado o partido para o terceiro lugar, passando de 9 a 22 assentos parlamentares, o que lhe permite aspirar a um lugar num governo de coligação.
 
A maioria dos partidos baseou a campanha na economia e na redução das despesas públicas. Mark Rutte, o líder liberal, antigo quadro do sector privado, antes de ser várias vezes secretário de Estado tem como ambição tirar a Holanda da crise económica. Promete cortar 20 mil milhões de euros na despesa pública, até 2015.
 
Na sede de campanha dos trabalhistas, o ambiente é bem mais festivo. Em segundo lugar nas sondagens vêem-se agora num primeiro, ‘ex-aequo’ com os liberais. O líder dos trabalhistas, Job Cohen, aposta também na redução da despesa, mas de forma mais moderada: 10 mil milhões nos próximos quatro anos.
 
Estas são as primeiras eleições legislativas num país europeu desde o início da crise. Doze milhões de eleitores foram chamados às urnas.