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Nacionalistas flamengos rejeitam querer dividir a Bélgica

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Nacionalistas flamengos rejeitam querer dividir a Bélgica

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As eleições belgas do próximo domingo ameaçam piorar as divisões comunitárias entre flamengos e valões.

Segundo uma sondagem publicada hoje, o partido independentista N-VA poderá obter mais de 25% de votos na região da Flandres, ultrapassando os cristãos-democratas do actual primeiro-ministro Yves Leterme.

A formação nacionalista defende a criação de uma confederação com vista à independência da região da Flandres.

O líder do N-VA rejeita a classificação de separatista, “nós não queremos dividir este país de um dia para o outro. Nunca falámos de revolução mas de evolução. Na história belga, esta evolução está em curso desde há mais de 100 anos, já realizámos cinco grandes reformas do estado, passamos de um país unitário a uma espécie de sistema federal. Agora queremos evoluir para uma confederação, o que significa que prosseguimos uma evolução a longo prazo”.

Segundo as sondagens, o partido socialista deverá saír vencedor do escrutínio na região francófona da Valónia.

Um resultado que implicará uma vez mais longas discussões para encontrar alianças no Parlamento, em especial, quando o tema dos conflitos comunitários já bloqueou o governo do país durante os últimos três anos.

Os nacionalistas valões afirmam estar disponíveis para apoiar a eleição de um francófono para o cargo de primeiro-ministro, mas para os socialistas há ainda margem para criar um governo de coligação sem alianças com os nacionalistas.

Paul Magnette do PS da Valónia afirma, “sabemos que essa formação defende ideias que não são partilhadas por uma grande parte dos partidos moderados, mas mesmo juntando todos os votos dos partidos nacionalistas e separatistas sabemos que só representam um em cada quatro eleitores à escala nacional. O que quer dizer que as restantes formações poderão ainda formar alianças entre moderadas e razoáveis”.

A Bélgica deverá assumir a presidência rotativa da União Europeia a 1 de Julho. Alguns analistas temem que, até lá, o país possa ainda não ter resolvido os diferendos internos entre os cinco principais partidos, fragilizados pela ruptura da última coligação.