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Senado italiano aprova lei antiescutas

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Senado italiano aprova lei antiescutas

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O senado italiano, dominado pela direita, adoptou, esta quinta-feira, a controversa lei que limita as escutas telefónicas pela justiça e impede a comunicação social de publicar transcrições.

Impulsionada por Silvio Berlusconi, em nome da “privacidade dos cidadãos”, a lei foi alvo de um voto de confiança no Senado que a esquerda boicotou. “O meu grupo não participará no voto de confiança”, afirmou, na bancada, a senadora
Anna Finocchiaro, do Partido Democrata, e justificou: “E não participaremos, senhor Presidente, porque queremos deixar claro – com o devido respeito que temos por este hemiciclo e pela lei – que aqui começa o massacre da liberdade.”

A esquerda acusa Berlusconi de querer amordaçar a imprensa, evitando assim que os seus “protegidos” sejam maculados pelos escândalos.

A direita tem outros argumentos, como defende Maurizio Gasparri, senado do Povo da Liberdade, o partido de Silvio Berlusconi: “Em 1995, o Tribunal Constitucional, numa sentença sobre o direito de informação, estipulou que era proibido publicar autos processuais antes do final da investigação, porque a sua publicação favorecia os criminosos. Portanto, o que favorece o crime é publicar tudo, não é implementar leis.”

A nova lei ainda vai ao parlamento, onde a direita é igualmente maioritária e prevê escutas máximas de 75 dias, posteriormente renováveis de três em três, por decisão de três juízes, e uma multa de 450 mil euros para os média que as publiquem.