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Confrontos interétnicos voltam a ameaçar a estabilidade no Quirguistão

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Confrontos interétnicos voltam a ameaçar a estabilidade no Quirguistão

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As autoridades do Quirguistão declararam o estado de emergência na cidade de Osh, no Sul do país, onde os confrontos interétnicos já provocaram quase 50 mortos e centenas de feridos.

Desde a noite de ontem que vários edificios foram vandalizados e incendiados num bairro de maioria uzbeque, depois de uma zaragata entre jovens uzbeques e kirguizes.

Pelo menos duas mil pessoas, armadas com bastões e espingardas, estarão a afluir à cidade, vindas das zonas rurais nos arredores de Osh.

O governo provisório impôs o recolher obrigatório na cidade, tendo enviado vários blindados e centenas de militares para tentar manter a ordem.

Algumas agências referem que centenas de pessoas estarão a concentrar-se também no centro da capital, Bishkek, para protestar contra a polícia.

Os confrontos são os mais graves registados desde Abril, quando as manifestações da oposição conseguiram derrubar o presidente Kurmanbek Bakiev.

O chefe de Estado, de etnia uzbeque, tinha-se refugiado durante alguns dias em Osh, a sua cidade natal, antes de partir para o exílio.

Tanto a Rússia como a China e a União Europeia apelam à calma no país, onde Moscovo e Washington mantém duas bases militares estratégicas.

A vaga de violência ocorre a duas semanas do governo provisório submeter ao Parlamento a nova Constituição do país, um passo indispensável para a convocação de eleições em Outubro.