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NATO admite uma "operação a longo prazo" no Afeganistão

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NATO admite uma "operação a longo prazo" no Afeganistão

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A NATO não esconde as reservas sobre o êxito da actual missão internacional no Afeganistão. Reunidos em Bruxelas, os ministros da Defesa dos países da Aliança Atlântica, constataram que a operação só terá resultados a longo prazo e que terão de esperar pelo final do ano pelos primeiros progressos na luta contra os Talibã.

Tanto o Secretário-geral da NATO, como o comando norte-americano sublinharam, “a forte resistência dos grupos armados nos bastiões de Kandahar e Helmand”.

Face à situação actual, o responsável da defesa britânico. Liam Fox, afirmou que, “nenhum país tem razões para não enviar mais formadores militares para o Afeganistão, para assegurar que podemos construir uma massa crítica dentro das forças armadas nacionais. Quando retirarmos do país queremos deixar para trás um país seguro e não o vácuo”.

Declarações que contrastam com as afirmações do novo primeiro-ministro britânico. De visita às tropas do país no Afeganistâo, David Cameron afirmou ontem que não vai enviar, “nem mais um soldado para o país”.

Frente aos 400 militares estacionados em “Camp Bastion”, Cameron, que pretende reduzir as despesas militares de Londres, anunciou que vai duplicar o salário dos soldados, prometendo mais equipamento e mais protecção.

Criticando os objectivos do anterior governo trabalhista como, “utópicos”, o novo chefe de governo afirmou que a missão britânica no Afeganistão pretende apenas pacificar o país e não “construir a democracia”.