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Sindicatos espanhóis ameaçam com greve contra reforma laboral

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Sindicatos espanhóis ameaçam com greve contra reforma laboral

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O governo espanhol ameaça aprovar a reforma do pacote laboral, por decreto, na próxima quarta-feira, após o fracasso das negociações com os sindicatos.

Depois de dois anos de discussões, executivo e parceiros sociais não conseguiram chegar ontem a um acordo em Madrid.

Os sindicatos rejeitam a proposta, defendida pelo FMI e Comissão Europeia, de reduzir o período de indemnização por despedimento.

O primeiro-ministro lembrou que a reforma pretende reduzir o esforço e os custos dos despedimentos sem prejudicar os direitos dos trabalhadores, promovendo a flexibilidade interna das empresas.

Depois do fracasso das negociações de ontem, o executivo, que governa em minoria, lançou-se numa maratona para tentar obter apoios à aprovação da reforma no parlamento.

O porta-voz do partido nacionalista catalão CIU, que poderá viabilizar o projecto, lembrou que, “a reforma é uma exigência dos mercados, são eles os nossos credores, e o FMI e a União Europeia também exigem que aprovemos estas medidas”.

Os sindicatos ameaçavam ontem convocar uma greve geral.

Mas as medidas são consideradas urgentes para ultrapassar a crise económica em Espanha e recuperar da mais alta taxa de desemprego da União Europeia, calculada em mais de 20%.