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Cuba liberta prisioneiro político

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Cuba liberta prisioneiro político

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Ariel Sigler reencontrou a liberdade após sete anos de prisão em Cuba. Chegou a casa de ambulância, paraplégico e com 40 quilos a menos.

As autoridades cubanas libertaram-no este sábado, oficialmente por razões de saúde. Sigler, de 47 anos, estava hospitalizado em Havana desde Agosto do ano passado. Agora promete continuar a bater-se pela libertação de outros prisioneiros políticos.

“Não vou parar de lutar pela liberdade e pela democracia em Cuba. Vou continuar a lutar porque os nossos irmãos, que continuam na prisão, devem ser libertados e estar com a família e os amigos”, disse Sigler.

Para a sua libertação contribuiu a forte mediação da Igreja Católica. A pressão aumentou com a morte, em Fevereiro, de Orlando Zapata, na sequência de uma greve de fome na prisão. Desde então, um outro dissidente, Guillermo Farinas, tem feito greve de fome para pressionar o governo a libertar os prisioneiros doentes.

Além da libertação de Sigler, que estava condenado a 20 anos de reclusão, o governo comprometeu-se a transferir seis prisioneiros para cadeias mais próximas das famílias.

Sigler e dois dos seus irmãos foram detidos na “Primavera Negra” de 2003, integrando o “grupo dos 75” detidos. 52 continuam atrás das grades.