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Esquerda eslovaca tenta formar Governo de coligação sob olhar ansioso da direita

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Esquerda eslovaca tenta formar Governo de coligação sob olhar ansioso da direita

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Foi o partido mais votado nas legislativas eslovacas, mas não chega. No entanto, Robert Fico não quer baixar os braços. Apesar de ter admitido que o futuro da coligação no Governo que lidera está com os dias contados por carecer de uma maioria no parlamento por falta de partidos dispostos a integrar o seu Executivo.

O líder social-democrata vai tentar formar uma coligação: “Vou tentar uma coligação com dois partidos, se não funcionar, respeitaremos a criação de um governo de direita e seremos uma oposição muito atenta, uma clara alternativa à direita.”

O mau resultado eleitoral do partido Nacionalista SNS deixou Fico com muito pouca margem de manobra.

Isto apesar de os social-democratas de Fico terem obtido quase 35 por cento dos votos, contra os 15 do partido de direita União Democrática e Cristã Eslovaca, liderado por Iveta Radicova.

Possivelmente primeira-ministra da Eslováquia, Radicova propõe uma coligação no governo com cinco partidos e tornar-se na primeira mulher a chefiar um Executivo no país.

“Há semanas, ninguém acreditava que esta alternativa era possível. Considero que esta foi a manhã de um lindo milagre. Essa alternativa não é apenas possível, vai ser a escolhida pelos cidadãos.”

O Governo com Radicova na liderança seria formado pela União Democrática e Cristã, pelos liberais do Liberdade e Solidariedade, pelo Movimento Demo cristão e pela formação magiar moderada Most-Hid.