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Momento crucial para a Bélgica

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Momento crucial para a Bélgica

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A Bélgica já vota nas legislativas antecipadas que podem mudar o país tal como hoje conhecemos.
Os independentistas do NVA, liderados por Bart de Wever, são apontados como favoritos. Devem vencer as eleições na Flandres com 24% dos votos, segundo as últimas sondagens. De Wever defende o fim progressivo da Bélgica e a primeira etapa será o confederalismo.

Está mesmo disposto a permitir que o socialista francófono Elio de Rupio assuma o cargo de primeiro-ministro desde que a Bélgica se dirija para uma confederação. Uma forma também evitar um impasse nas negociações de formação de governo que podem durar meses. Ainda para mais a Bélgica assume a presidência da união Europeia em Julho e a conjuntura financeira é bastante desfavorável.

O primeiro-ministro demissionário Yves Leterme precisou de nove meses para formar governo em 2007 e 2008.

A presidente do partido Democrata Cristão Flamengo de Leterme, Marianne Thyssen, está na corrida à chefia do executivo. Thyssen é a chefe da delegação belga do Partido Popular no Parlamento Europeu.

Quem também já votou foi o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, antecessor de Ives Leterme na liderança do governo belga, durante quase um ano entre Dezembro de 2008 e Novembro de 2009.

De quem quer que seja a vitória, do lado da Flandres ou da Valónia, os partidos estão obrigados a negociar a formação de governo e as concessões negociais dos independentistas podem muito bem levar a Bélgica a uma importante reforma institucional.