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Alberto II lança discussões para formação do governo belga

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Alberto II lança discussões para formação do governo belga

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O rei Alberto II da Bélgica lançou esta segunda-feira as consultas com vista à formação da próxima coligação governamental.

O primeiro líder partidário recebido pelo monarca foi Bart de Wever, curiosamente um notório anti-monárquico. Os seus separatistas da Nova Aliança Flamenga foram os grandes vencedores das legislativas na Flandres, com 27 assentos parlamentares.

O colunista do jornal flamengo Het Laatste Niews, Luc van der Kelen, acredita que “de Wever tem uma hipótese de sucesso, porque os partidos francófonos percebem agora a seriedade dos flamengos. E percebem também que se não respeitarem pelo menos algumas das suas exigências, as próximas eleições podem trazer uma maioria absoluta para os separatistas”.

De Wever mostrou-se disposto a abdicar da chefia do próximo executivo, mas o partido defende a independência da Flandres, propondo de imediato uma etapa intermediária – o “confederalismo” – com uma grande autonomia para as regiões belgas.

O jornalista francófono Philippe Dutilleul acredita que “actualmente, tornou-se bastante claro que os francófonos terão de sentar-se à mesa com os flamengos e ouvi-los. Agora é preciso ver em que medida estão dispostos a fazer concessões, nomeadamente, no que diz respeito a Bruxelas, à periferia e ao grau de autonomia, em termos de solidariedade, que vão exigir os nacionalistas flamengos”.

Os analistas acreditam que o rei confiará o cargo de formador do governo ao socialista Elio di Rupo, vencedor na Valónia com 26 deputados.

Se o líder do Partido Socialista chegar a acordo com os separatistas flamengos, poderá tornar-se no primeiro chefe do governo francófono desde os anos 70.