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Crise humanitária no Quirguistão

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Crise humanitária no Quirguistão

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Cresce a preocupação internacional com a violência no Quirguistão. O conflito entre quirguizes e uzebeques no sul do pais fez quase 200 mortos nos últimos cinco dias e abriu uma nova crise humanitária na região.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos apela ao governo provisório que tome decisões para proteger os cidadãos.

As ex-republicas soviéticas membros da organização do tratado de segurança propõem-se enviar tropas para o terreno para acalmar as tensões, mas a presidente interina, Rosa Otunbayeva garante que não é necessário.

Um clima de instabilidade neste país da Ásia central inquieta a vizinha China, os Estados Unidos – que têm no território uma das bases mais importantes no apoio logistico às operações no Afeganistão e a Rússia, que teme a instalação no sul do país de um bastião do fundamentalismo islâmico, terrorismo e narcotráfico.

Os organismos internacionais mostram-se preocupados com a situação humanitária. O Uzebequistão já terá recebido cerca de 75 mil refugiados e afirma-se incapaz de prestar mais ajuda.

Segundo as Nações Unidas, o conflito já obrigou 200 mil pessoas a abandonarem as respectivas casas. A ONU está a preparar o envio de 240 tronelas de ajuda. A China e a Rússia estão também a contribuir com medicamentos e alimentos.