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ONU apela ao Quirguistão para pôr fim ao conflito interétnico

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ONU apela ao Quirguistão para pôr fim ao conflito interétnico

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As Nações Unidas apelam ao Quirguistão para pôr fim ao conflito interétnico que ameaça estender-se a outros países da Ásia Central.

O último balanço das autoridades quirguizes aponta para cento e setenta mortos e quase dois mil feridos.

Mas várias testemunhas dizem que o número de vítimas é mais elevado e que os uzbeques têm medo de de ir aos hospitais quirguizes.

O governo provisório reforçou o efectivo militar no sul do país. Em Osh, há relatos de cumplicidade entre o exército e milícias privadas para cometer assassínios e destruir casas.

O executivo teme que a violência chegue agora à capital, no norte do território.

O Quirguistão vive um período de forte instabilidade desde Abril quando um movimento popular derrubou o governo do presidente Kurmanbek Bakiev.

A minoria uzbeque tenta escapar à violência. Cerca de cem mil pessoas sobretudo mulheres fugiram para o Uzbequistão. O país diz que já não tem capacidade para acolher mais pessoas e fechou as fronteiras.

Outras minorias abandonaram o país como os paquistaneses e os chineses. O primeiro avião fretado pelo governo de Pequim transportou 195 pessoas para Urumqi, na região de Xinjianq que faz fronteira com o Quirguistão.