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Apenas os feridos podem entrar o Uzebequistão

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Apenas os feridos podem entrar o Uzebequistão

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A fronteira entre o Quirguistão e o Uzebequistão mantém-se encerrrada a milhares de refugiados que procuram fugir da violência.

As autoridades uzebeques apenas deixam os feridos entrar para desespero dos que esperam por um milagre.

Os confrontos étnicos dos últimos cinco dias causaram 200 mil refugiados, um número que muito preocupa a comunidade internaciona, receosa de uma grave crise humanitária.

A ONU está a preparar o envio de 240 toneladas de ajuda. A China e a Rússia estão também a contribuir com medicamentos e alimentos.

O Governo provisório do Quirguistão afirmou nesta terça-feira que o conflito “está a acalmar”, mas pediu à Rússia que envie forças de paz para reforçar a segurança na região.

Rosa Otunbáyeva, a presidente interina, acrescentou que alguns funcionários, partidários do presidente deposto Kurmanbek Bakíev, “boicotam as decisões do Governo provisório, por isso as novas autoridades tiveram que convocar os reservistas.

A presidente ressaltou que a tarefa das tropas de paz, além de servir de força de interposição, seria vigiar instalações estratégicas, como barragens hidroelétricas e pontes.

As autoridades do Quirguistão acusam o clã Bakíev, que tem muitos partidários no sul, de estarem por detr’a dos distrubrios.

O Governo provisório teme que a violência se estenda ao norte do país e à capital.