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Uzebeques do Quirguistão imploram por ajuda junto à fronteira

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Uzebeques do Quirguistão imploram por ajuda junto à fronteira

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Milhares de refugiados imploram por ajuda junto à fronteira com o Uzbequistão.

As autoridades uzbeques mostram-se impotentes para ajudar o fluxo de pessoas, sobretudo mulheres, que fogem da violência no vizinho Quirguistão.

Os confrontos interétnicos entre quirguizes e os uzbeques que vivem no sul do Quirguistão causaram a morte a quase 180 pessoas. Mas a dimensão da violência pode ultrapassar os números oficiais.

A ONU calcula que haja mais de 250 mil refugiados.

A fronteira entre o Quirguistão e o Uzbequistão foi encerrada. As autoridades uzbeques só deixam entrar idosos e feridos.

Testemunhas denunciam a existência de milícias armadas que deitam fogo às casas dos uzbeques.

As Nações Unidas falam de violações e assassínios de crianças.

Depois do levantamento popular mortífero que depôs o antigo presidente em Abril, uma nova onda de violência eclodiu há seis dias nas cidades de Osh e Jalalabad.

Uma das questões que permanece sem resposta é saber como tudo começou. A comissão dos direitos humanos da ONU, avança uma hipótese. Os confrontos terão sido desencadeados por uma série de cinco ataques coordenados.

O governo provisório acusa o presidente deposto Kurmanbek Bakiev de ter instigado os confrontos.

Há relatos de cumplicidade entre o exército e grupos armados que semeiam a morte nas ruas.