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Líder da BP admite "sucessão de falhas sem precedentes"

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Líder da BP admite "sucessão de falhas sem precedentes"

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Face a uma avalanche de críticas, o presidente executivo da BP, Tony Hayward, tentou convencer os congressistas norte-americanos de que o grupo não vai descansar enquanto não limpar todo o petróleo derramado no Golfo do México.

A audiência desta quinta-feira foi interrompida por uma activista, com as mãos pintadas de preto, a reclamar a prisão de Tony Hayward.

Mas as críticas vieram também dos senadores. Henry Waxman, representante democrata da Califórnia, acusou a BP de ter contornado as regras “para salvar um milhão de dólares aqui, algumas horas ou dias ali, e agora toda a costa do Golfo está a pagar as consequências.”

O responsável da BP assumiu que a maré negra se ficou a dever a uma “sucessão de falhas sem precedentes.”

Com ar sereno e com o peso nos ombros da maior catástrofe ecológica dos Estados Unidos, o líder do gigante petrolífero garantiu que “não vai descansar enquanto não travar a fuga, atenuar o impacto ambiental e responder às queixas económicas de forma responsável”. E acrescentou: “Não vamos poupar recursos. Nós e toda a indústria vamos tirar lições deste evento terrível e sair mais fortes”.

A BP tenta salvar a sua imagem. Já se comprometeu a criar um fundo de 20 mil milhões de dólares para indemnizar as pessoas prejudicadas pela maré negra e promete recuperar 50 mil barris de petróleo por dia a partir do final do mês. Entretanto, diariamente são derramados entre 35 a 60 mil barris.