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Singapura acusada de tortura

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Singapura acusada de tortura

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Um cidadão suiço enfrenta a mão de ferro da justiça de Singapura, por fazer pichagens, em duas carruagens de comboio.
 
Oliver Fricker, de 32 anos, teve de pagar mais de 70 mil dolares de fiança, depois de sujeito a tortura.
 
As associações de defesa dos direitos humanos entendem que há excessos, por parte do tribunal e, através de um porta-voz, acusam as autoridades práticas de tortura:
  
“Este assunto reveste-se de carácter moral, porque não se pode torturar pessoas. São práticas que já foram condenadas pelas Nações Unidas e abolidas em todo o mundo. E o caning é considerado um forma de tortura”.
 
O “caning” é uma prática tradicional de Singapura, havendo mesmo acusações de utilização nas escolas, em crianças.
 
Mas tem defensores, como por exemplo, um delegado do Ministários Público:
  
“Nós precisamos do caning como punição.Eu acho que isso não é matéria para as Nações Unidas. Temos de cumprir o nosso dever de defender a nossa sociedade”.
 
O “caning” consiste na aplicação de sevícias nas nádegas, com recurso a instrumentos de tortura medieval.
 
As duas carruagens foram pichadas, a 6 de Maio. A embaixada suiça confirmou os factos.