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Conselho da Europa denuncia clima de impunidade na Chechénia

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Conselho da Europa denuncia clima de impunidade na Chechénia

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Na Chechénia reina um clima de impunidade face às violações dos direitos humanos. A denúncia foi feita pela Assembleia do Conselho da Europa.

A resolução aprovada considera que, para lá da reconstrução, reina o medo e a impunidade face ao desaparecimento de opositores e activistas dos direitos humanos. O autor do relatório, o senador suíço Dick Marty, deixa um apelo à Rússia para mudar a estratégia de combate ao terrorismo no Norte do Cáucaso: “O terrorismo deve ser combatido com o Estado de direito. Não devemos esquecer que a injustiça é o principal aliado do terrorismo e é a injustiça que devemos combater”.

Apesar da dura constatação, a Rússia votou a favor, o que acontece pela primeira vez. Um sinal positivo para a Memorial, uma das principais organizações de defesa dos direitos humanos na Rússia.

O vice-presidente da delegação russa, Leonid Slutsky, reconhece que as conclusões não são positivas para a Rússia, não são agradáveis, mas que é um relatório objectivo.

Dez anos após a segunda guerra, a Chechénia é o território da área do Conselho da Europa onde a situação é mais delicada. Desde 2005, a Rússia foi condenada 150 vezes por desaparecimentos ou actos de tortura cometidos pelas suas tropas na Chechénia. A justiça evoca também a ausência de investigação.

Entre 2006 e 2009, desapareceram 536 pessoas, mais de metade não foram encontradas.