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Guerra do gás entre Moscovo e Minsk

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Guerra do gás entre Moscovo e Minsk

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Rússia e Bielorrúsia estão à beira de uma nova “guerra do gás”.

A expressão é do próprio presidente bielorusso.

Alexander Lukashenko anunciou esta terça-feira a suspensão do trânsito do gás russo que passa plo país com destino ao mercado europeu.

O chefe de Estado bielorusso mostrou-se indignado com a atitude da empresa russa:

“Neste momento a Gazprom deve 260 milhões de dólares pela passagem do gás. Dei ordens ao meu governo para cortar o trânsito do gás na Bielorússia até que a Gazprom pague pelo direito de trânsito. Nos últimos seis meses não pagaram um só cobeque. Como podem ser tão cínicos? Devem-nos 260 milhões e nós devemos 190 milhões e fecham-nos a torneira?

Um alto responsável da Gazprom garante que vai fazer o possível para que os consumidores europeus não sejam afectados pelos cortes.

Mas a empresa russa admite diminuir o fornecimento de energia na proporção da dívida ou seja até aos 85 por cento.

Um quinto do gás consumido na União Europeia passa pela Bielorússia. Em causa está o abastecimento da Polónia, da Lituânia e indirectamente da Alemanha.

Uma porta-voz da Comissão Europeia afirma que até ao momento não dispõe de informação sobre um eventual corte de gás na Lituânia, mas se for esse o caso o país tem reservas para uma semana, e depois não se sabe”

Uma das fontes de discórdia entre russos e bielorussos é o preço. Minsk paga agora mais pela energia do que pagava antes. A Gazprom alega que segue os princípios da economia de mercado.