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Caça à baleia está para durar

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Caça à baleia está para durar

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Não há acordo para substituição da moratória sobre a caça à baleia. As delegações dos 74 países presentes na reunião da Comissão Internacional da Baleia não conseguiram entender-se.

O Japão, a Noruega e a Islândia queriam mais dez anos de não observância da moratória à caça, instituída em 1986, em troca da redução do número de baleias mortas anualmente.

Os países contra a caça recusaram a proposta. As negociações foram adiadas por um ano. As divergências são enormes, como refere o delegado norueguês:
“A distância entre as nações que defendem a caça e as anti-caça é demasiado grande e muitos dos que são contra a caça só aceitam a solução zero ou o caminho para o zero num período de tempo muito curto”.

A comissão tinha proposto um acordo para dez anos que permitiria pôr sob o seu controlo a caça aborígene, comercial e científica.
Para os ambientalistas, qualquer acordo teria sido melhor que a situação actual.

“O status quo permite ao Japão, à Islândia e à Noruega continuarem a abater milhares de baleias por ano em toda a impunidade”, lembra uma activista da Greenpeace.

Juntos, os três países abateram mais de 1.500 baleias em 2009. Só o Japão caçou mais de um milhar. A caça não poupa nenhuma espécie, nem as que se encontram à beira da extinção.