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França contra reforma da segurança social

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França contra reforma da segurança social

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Os trabalhadores franceses manifestaram-se, ao principio da tarde desta quinta-feira, em muitas cidades francesas, contra o alargamento da idade de reforma, proposto pelo Governo.

Manifestações que surgiram no meio de um dia de greve. Uma greve que, segundo um porta voz da central sindical CFDT, mobilizou dois milhões de franceses

Bernard Thibault, da CGT, garante que a nova lei não passará:

“Este projecto de lei não passará, O grau de mobilização de hoje, o nível de participação nas manifestações, o número e a diversidade das paralisações de trabalho, excepcionalmente elevado, mostra que, para além das suas críticas, da sua cólera, os assalariados decidiram em grande número descer à rua, para impedir que o texto de lei passe na sua versão actual”.

Uma estudante fez as contas e diz que os futuros licenciados só se vão reformar, perto dos 70 anos:

“Isso quer dizer, que os estudantes que queiram concluir uma licenciatura, ou um mestrada, só conseguem a reforma aos 67, 68 ou 69 anos eventualmente. Isto, de acordo com os estudos feitos e é grave para os estudantes de hoje”.

Mesmo tendo como indicativo os números adiantados pela polícia, as manifestações desta quinta-feira bateram recordes, nas principais cidades francesas.

Segundo os sindicatos, hoje estiveram 130 mil manifestantes em Paris e 120 mil em Marselha.

A greve afectou de forma muito especial os transportes. Milhares de pessoas ficaram longe dos seus destinos.

A televisáo e a rádio públicas foram obrigadas a suprimir programas e serviços noticiosos.