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Bélgica assume presidência da UE em plena crise política

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Bélgica assume presidência da UE em plena crise política

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A 1 de Julho, a Bélgica assume a presidência da União Europeia para os próximos seis meses. Mas, o evento parece não interessar a população. Será que esta presidência vai ser transparente, tendo em conta a crise política no país? Yves Leterme, o primeiro-ministro demissionário, terá de assumir a décima segunda presidência belga da União, na ausência de um novo governo.

A Bélgica garante que está pronta para esta presidência.

O certo é que as eleições legislativas, a treze de Junho, foram ganhas pelos separatistas flamengos do NVA. Bart de Wever foi designado “informador” pelo rei Alberto Segundo, mas a formação de uma coligação, com os vencedores francófonos do socialista Elio di Rupo, parece complicada e as discussões ameaçam prolongar-se. Em dois mil e sete foram precisos nove meses de negociações.

À espera do sucessor, Yves Leterme tenta tranquilizar os europeus e explica qual a sua visão para esta presidência semestral: “Acredito que é preciso ter em conta qual é o papel de um Estado membro que preside temporariamente aos destinos da União Europeia. É um papel – pelo menos é assim que nós o vemos – de facilitador, facilitar o processo de tomada de decisões ao nível europeu”.

A Bélgica quer deixar o protagonismo ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e à chefe da diplomacia, Catherine Ashton. O programa da presidência pretende ser concreto, centrando-se na economia, na luta contra a pobreza e na criação do serviço diplomático europeu.