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Pequim aprecia moeda

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Pequim aprecia moeda

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A China fixou uma nova taxa de câmbio para o yuan. O presidente chinês Hu Jintao foi alvo de críticas durante o fim-de-semana passado no Canadá. Na sequência da cimeira do G20, as autoridades de Pequim reavaliaram ligeiramente a moeda chinesa face ao dólar. O gesto é tido como significativo, como deixou transparecer o presidente americano, Barack Obama:

“Nós não estávamos à espera de uma apreciação de 20 por cento numa semana. Isso seria perturbador para a economia chinesa e seria perturbador para a economia mundial.”

Para muitos economistas o yuan encontra-se actualmente subavaliado em cerca de 40 por cento face ao dólar. Apesar de modesta, a apreciação da moeda chinesa eleva o yuan ao valor mais alto desde a reforma do sistema de câmbio chinês, em Julho de 2005.

A mudança não vai afectar as exportações chinesas que se baseiam num modelo de mão de obra barata, como explica o analista financeiro Yi Xianrong:

“As pessoas interrogam-se como é possível manter os custos do trabalho tão baixos durante tanto tempo. Há quem diga que a partir de 2015 a fonte laboral vai começar a secar mas eu não acredito porque temos uma população rural enorme.”

Os custos salariais nas províncias costeiras da China subiram 17 por cento nos últimos seis meses. As greves fizeram a sua aparição no país e estão a levar os investidores a abrir novas instalações fabris em áreas rurais, onde residem dois terços da população chinesa.