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Crucifixos regressam ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

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Crucifixos regressam ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

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A presença de crucifixos nas escolas públicas italianas está de volta ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Os juízes de Estrasburgo estão a analisar um recurso interposto pelo governo italiano, depois do Tribunal ter deliberado, em Novembro, que os crucifixos na sala de aula violam a liberdade de pensamento, de consciência e de religião.

Na sequência da decisão, o executivo teve de pagar uma multa de cinco mil euros à mãe que fez queixa em Estrasburgo e lutou durante oito anos pela exclusão dos símbolos religiosos das escolas públicas.

Nas escolas, as opiniões dividem-se. Uma professora defende que “a Itália é um país de católicos, por isso, é legítimo manter crucifixos nas escolas”. Já uma estudante pensa que “na sala de aula não se deve ensinar religião, mas cultura, porque há crianças de outras religiões”.

A decisão definitiva do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem vai aplicar-se à Itália, mas poderá levar a uma revisão da jurisprudência de países membros do Conselho da Europa sobre o uso de símbolos religiosos nas escolas.