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Presidenciais alemãs atingem Merkel

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Presidenciais alemãs atingem Merkel

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A chanceler Angela Merkel sofreu um revés com a derrota do candidato da CDU, Christian Wulff, nas duas primeiras voltas na Assembleia Federal. Isto apesar da maioria matemática dos delegados da coligação governamental da CDU-CSU e liberais. É um sério aviso à chanceler dos próprios correligionários. Antes, já tinha perdido a maioria no Bundesrat, a câmara alta, na sequência das eleições regionais da Renânia do Norte-Vestfália, em Maio. É também uma contestação à liderança da chefe do governo por ter apresentado o candidato Christian Wulff, uma das raras vozes discordantes para o afastar do aparelho CDU.

Na verdade, o ministro-presidente da Baixa-Saxónia é muito menos popular do que o candidato da oposição dos sociais-democratas e verdes, Joachim Gauck. Se a eleição tivesse sido feita por sufrágio universal, o sorridente Christian Wulff, não seria eleito presidente da República federal da Alemanha.

É num ambiente de discórdia no próprio governo de coligação com os liberais que Angela Merkel enfrenta o escrutíno presidencial provocado dela demissão de Horst Köhler, a 31 Mai. A ajuda à Grécia, o plano de salvamento do euro, a política orçamental e fiscal, acabaram por afectar negativamente a sua popularidade.

Para o parceiro de coligação, o vice-chanceler e ministro dos Negócios Estrangeiros do FDP, Guido Westerwelle, esta é a desforra. Uma sondagem publicada hoje situa o FDP abaixo dos 5 por cento necessários para entrar no Parlamento, pela primeira vez em sete anos e meio. Há nove meses, o FDP obteve um recorde de 14,6 por cento nas eleições legislativas.