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Bélgica: Um país sem rumo à frente da UE

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Bélgica: Um país sem rumo à frente da UE

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É sem um governo legítimo e credível que a Bélgica assume a presidência semestral da União Europeia (UE). Um país que enfrenta uma grave crise política, à beira da implosão, é capaz de fazer face aos desafios europeus? A Bélgica garante que sim. O cargo será ocupado pelo executivo demissionário de Yves Leterme e as expectativas são mínimas. O programa está centrado na crise económica e na governação do euro.

Yves Leterme explica: “Há um governo em funções que pode muito bem gerir esta presidência belga. Além disso o programa foi negociado com todos os grandes partidos da Bélgica e mais de 80% dos partidos aprovaram o programa da presidência belga”.

Bart de Waver, líder dos independentistas flamengos, tenta formar uma coligação. Mas as negociações ameaçam prolongar-se durante meses, com francófonos e flamengos a tentarem resolver diferendos institucionais e linguísticos. Ao mesmo tempo, a Bélgica tem de gerir os Vinte e Sete, que enfrentam, também, a maior crise económica das últimas décadas.

Yves Leterme garante que a União não será vítima dos problemas internos da Bélgica: “Os problemas institucionais, as exigências sobre as novas repartições de competências e das responsabilidades, estas exigências existem há anos e são completamente independente do calendário europeu”.

Para os belgas esta é a oportunidade para implementar por completo o tratado de Lisboa. Posicionam-se como “facilitadores”, deixando as atenções a Herman Van Rompuy. Depois das fricções com os espanhóis, o presidente do Conselho Europeu tem a oportunidade para se impor definitivamente na cena europeia.