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Mártires cubanos

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Mártires cubanos

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A morte de Orlando Zapata, no passado dia 25 de Fevereiro, também por causa de uma greve de fome, desencadeou a acção de Fariñas.
Tinha como objectivo a responsabilização do governo cubano pela morte de Zapata e fazer dele um heroi, um mártir político pela liberdade.

Mas foi a detenção de 75 dissidentes do regime que provocou um movimento sem precedentes em Cuba. Mãe, esposas, irmãs de prisioneiros de consciência, constituiram as Damas de Branco, e foram para rua reivindicar a liberdade.

As Damas de Branco denunciam que 17 prisioneiros de consciência estão presos fora das suas províncias, o que é proibido pelo código Penal cubano.
11detidos têm mais de 60 anos e 26 sofrem de problemas de saúde. No total, há 180 dissidentes politicos presos em Cuba.

A pressão deu alguns resultados.
No dia 10 de Junho, o prisioneiro Ariel Sugler, de 46 anos, foi libertado depois de cumprir sete anos de de uma pena de prisão de 25. Já detido, tinha começado a sofrer sérios problemas de saúde, até que ficou paraplégico. Um outro detido, Darsi Ferrer, foi condenado a prisão domiciliária e outos 12 prisioneiros foram transferidos para cadeias da própria provícia.

Estas concessões são os primeiros resultados do diáligo inédito entre a Igreja Católica e o regime comunista, que teve lugar no dia 19 de Maio
O Vaticano enviou o ministro dos negócios estrangeiros, Dominique Mamberti para se encontrar com Raul Castro em la Havane.

A Espanha também continua activa a nível diplomático para fazer avançar o dossier cubano. Madrid quer oferecer aos parceiros europeus as provas para suavizar a posição comum em relação à ilha. A situação dos priosioneiros é uma das prioridades da próxima reunião de Jose Luis Zapatero com Bento XVI no dia 8 de Julho.

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