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Mexicanos ripostam nas urnas contra vaga de violência

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Mexicanos ripostam nas urnas contra vaga de violência

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A violência no México não impediu uma elevada participação nas eleições locais e federais parciais deste domingo.

Depois de uma campanha marcada por vários assassínios e acções de intimidação, atribuídas aos cartéis de droga, a votação decorreu sob vigilância policial reforçada e sem registo de incidentes.

A igreja mexicana apelou aos habitantes a deslocarem-se às urnas e a não cederem à campanha de violência.

O resultado do sufrágio em 12 estados mexicanos deverá comprovar a queda de popularidade do governo de Felipe Calderon, a dois anos das próximas presidenciais.

Doze estados elegem governadores, e em metade dos 32 estados do país, são eleitos cerca de dois mil deputados e presidentes de Câmara.

As sondagens apontam para uma vitória esmagadora dos candidatos do Partido revolucionário institucional, afastado do poder em 2000 depois de 71 anos à frente dos destinos do México.

Uma progressão que não é vista com bons olhos pelos traficantes de droga, que na semana passada assassinaram o candidato do partido em Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, assim como outras quatro pessoas.

Em 3 anos e meio de mandato de Calderon, a guerra entre cartéis de droga provocou mais de 26 mil mortos no México, pondo em xeque a promessa do presidente de erradicar a violência do país.