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Polónia: Que futuro?

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Polónia: Que futuro?

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A vitória de Bronislaw Komorowski não permitiu apagar as divisões da Polónia. O país está mais dividido do que nunca e as divisões fazem-se sentir mesmo em Bruxelas.

Zenon Lupina, presidente do Centro Cultural polaco na capital belga, é um apoiante declarado do Partido Lei e Justiça, de Kaczynski. Razão pela qual critica a vitória do candidato liberal que considera ser uma figura fraca: “Creio que Komorowski é mais fraco, porque sabemos que a Europa, no seu conjunto, não vai bem. Kaczynski poderia ser mais duro. Para os polacos, para a Polónia e, mesmo, para a Europa, seria melhor”.

Com a vitória de Komorowski, o governo de Donald Tusk poderá avançar com as difíceis reformas, que tinha adiado com receio do veto presidencial.

Piotr Kaczynski, do centro de Estudos Políticos europeus, garante que “a eleição de Komorowski traz uma estrutura consistente de governação, muito pró-europeia e é uma ocasião que confirma a tendência dos últimos anos”.

Mas a implementação das reformas poderá dar argumentos de peso à oposição, liderada por Jaroslaw Kaczynski, para as eleições legislativas que deverão ter lugar no Outono de 2011. Nesse caso a Polónia poderia mudar de direcção política em plena presidência semestral da União Europeia.